quinta-feira, 26 de março de 2009
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Imortal Inês de Castro e A Culpa foi da Inês - Teatro para graúdos e miúdos

A execução de Inês de Castro foi decretada por uma sentença real e motivada por imperativos políticos. Ao subir ao trono, D. Pedro, que tinha jurado perdoar os "matadores" de Inês, decidido a vingar a única mulher que amou, quebra esse juramento e proclama Inês depois de morta, Rainha de Portugal."
in http://fatiasdeca.net

"A Companhia S.A.Marionetas - Teatro & Bonecos apresenta, pela primeira vez em teatro de marionetas, a vida trágica de D. Inês de Castro e D. Pedro I. O espectáculo abarca o período temporal com início no nascimento de D. Pedro I, retratando a universal tragédia romântica, numa perspectiva que procura equilibrar a vertente lendária com a história, mas também, recriar e reinventar o mito ao correlacioná-lo com as suas interpretações mais ou menos contemporâneas. O elenco conta com meia centena de marionetas ."
Espectáculo integrado nas Comemorações Nacionais do Ano Inesiano." in http://www.samarionetas.com/
Companhia de Évora apresenta versão diferente dos amores de Pedro e Inês - 2007
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
AMOR E MORTE NA "CASTRO" DE ANTÓNIO FERREIRA

(...) «REY:
Tristes foram teus fados, Dona Ines,
Triste ventura a tua.
CASTRO:
Antes ditosa,
Senhor, pois que me vejo ante teus olhos
Em tempo tam estreito: poem-nos hora,
Como nos outros soes, nesta coitada.
Enche-os de piedade com justiça.
Vens-me, senhor, matar? porque me matas?
REY:
Teus pecados te matam: cuida nelles.
(...)»
António Ferreira nasceu em Lisboa em 1528. Estudou Direito na Universidade de Coimbra. É considerado um dos maiores poetas do Classicismo Renascentista da Língua Portuguesa. Morreu em 1569. A sua obra Castro, uma tragédia, foi publicada em 1587, dezoito anos após a sua morte. quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Garcia de Resende - a primeira referência literária a Inês de Castro
Começou-m'a desejar
trabalhou por me servir;
Fortuna foi ordenar
dous corações conformar
a uma vontade de vir.
Conheceu-me , conheci-o;
quis-me bem e eu a ele,
perdeu-me, também perdi-o;
nunca té morte foi frio
o bem que, triste, pus nele.
Dei-lhe minha liberdade,
não senti perda de fama;
pus nele minha verdade,
sendo mui formosa dama.
Por m'estas obras pagar
nunca jamais quis casar;
foi el-rei qu'era forçado,
pelo seu, de me matar.
(...)
Inês de Castro surge pela primeira vez como tema e personagem na poesia portuguesa em 1516, nas Trovas de Garcia de Resende.
Garcia de Resende nasceu em Évora, por volta do ano de 1470, e morreu em 1536. O que o distingue é a sua actividade literária, principalmente a sua obra Cancioneiro Geral em que reuniu as suas composições poéticas.
Em Évora foi construído, em 1892, um teatro com o seu nome.
Évora também está ligada a Inês de Castro. Foi a esta cidade que Inês chegou em 1340, integrada no séquito de D. Constança.



